arqui]vos de antropo[logia

[B 2, 4]

A epígrafe de Balzac se presta bem para explicar a temporalidade do inferno. A explicar por que esta temporalidade não quer conhecer a morte, por que a moda zomba da morte, e como a rapidez do trânsito e a velocidade da transmissão de notícias — que faz com que as edições dos jornais se sucedam rapidamente — visam a eliminar toda interrupção, todo fim abrupto, e de que maneira a morte como cesura tem a ver com a linha reta do decurso divino do tempo. — Houve modas na Antigüidade? Ou será que o “poder da moldura”‘ as proibiu?

nota[s] do[s] editor[es]
[R.T.; w.b.] “Gewalt des Rahmens”, no original. Cf. GS 1, 292-294, especialmente, 294. Benjamin retoma aqui uma formulação do seu livro Origem do Drama Barroco Alemão; cf. ODBA, p 138, segmento “A Morte Trágica como Moldura” (pp. 136-138).

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