arqui]vos de antropo[logia

[B 9, 4]

Lipps sobre a cor escura do vestuário masculino: ele afirma “que em nossa timidez geral em relação a cores vivas, sobretudo no vestuário masculino, expressa-se de forma mais evidente uma particularidade freqüentemente observada de nosso caráter. Toda teoria é cinzenta; porém, a áurea árvore da vida é verde — não só verde, mas também vermelha, amarela, azul. Nossa preferência pelos diferentes tons do cinza … ao negro demonstra claramente nossa maneira de ser, social e em geral, que privilegia acima de tudo a teoria da formação do intelecto, que não é mais capaz de simplesmente fruir o belo, e sim … de querer submetê-lo antes de tudo à crítica, razão pela qual … nossa vida espiritual torna-se sempre mais fria e incolor.” Theodor Lipps, “Über die Symbolik unserer Kleidung”, Nord und Süd, XXXIII. Breslau e Berlim, 1885, p. 352.

nota[s] do[s] editor[es]
[E/M; w.b.] Referência a uma fala de Mefistófeles no Fausto de Goethe: “Gris, caro amigo, é toda teoria, / E verde a áurea árvore da vida.” Cf. J. W. von Goethe, Fausto: Uma Tragédia — Primeira parte, ed. bilíngüe org. por Marcus Vinicius Mazzari, trad. de Jenny Klabin Segal], São Paulo, 2004, versos 2038-2039.

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