arqui]vos de antropo[logia

[O 7a, –]

[O 7a, 1]

Uma grande gravura (litografia) de 1852, Maison de jeu [Casa de jogo], mostra ao centro a figura emblemática de uma pantera ou de um tigre, cuja pele, como se fosse um tapete, traz a representação, pela metade, de uma roleta. Cabinet des Estampes.


[O 7a, 2]

“As lorettes eram cotadas diferentemente, segundo os bairros em que habitavam.” Na ordem ascendente dos preços: Rue de Grammont, Rue du Helder, Rue Saint-Lazare, Rue de la Chaussée-d’Antin, Rue du Faubourg du Roule. Paul D’Ariste, La Vie et le Monde du Boulevard (1830-1870), Paris, 1930, pp. 255-256.


[O 7a, 3]

‘As mulheres não são admitidas durante o horário de funcionamento da Bolsa de Valores. mas são vistas do lado de fora em grupos, à espera do grande oráculo do dia.” Acht Tage in Paris, Paris, julho de 1855, p. 20.


[O 7a, 4]

“No 13° arrondissement, há mulheres que morrem quando vão começar a amar; elas dão ao amor o último suspiro da galanteria.” Louis Lutine: Le Treizième Arrondissement de Paris, Paris, 1850, pp. 219-220. Uma bela fórmula para A Dama das Camélias, que apareceu dois anos mais tarde.

nota[s] do[s] editor[es]
[J.L.] [nota para M 7, 6] Na época em que Paris contava apenas com as doze circunscrições da região central, ou seja, antes da reforma administrativa de 1859, o “décimo-terceiro arrondissement” designava o lugar dos amores ilícitos.


[O 7a, 5]

A época da Restauração. “Não era nenhuma vergonha jogar… As guerras napoleônicas haviam difundido amplamente o prazer do jogo com as idas e vindas dos soldados, quase todos adeptos dos jogos de azar.” Egon Caesar Conte Corti, Der Zauberer von Homburg und Monte Carlo, Leipzig, 1932, p. 30.


[O 7a, 6]

1º de janeiro de 1838. “Em conseqüência da proibição, Benazet e Chabert, dentre os banqueiros franceses do Palais-Royal, se mudaram para Baden-Baden e Wiesbaden, e muitos funcionários foram para Pyrmont, Aachen, Spa etc.” Egon Caesar Conte Corri, Der Zauberer von Homburg und Monte Carlo, Leipzig, pp. 30-31.


[O 7a, 7]

Extraído de M. J. Ducos (de Gondrin): Comment on se Ruine à la Bourse [Como se arruinar na Bolsa], Paris, 1858: “Não querendo de forma alguma atacar direitos legítimos, não tenho nada a dizer contra as operações sérias da Bolsa, para as quais os agentes de câmbio foram exclusivamente criados. Minha crítica visa particularmente as corretagens de mercados fictícios … e os reportes usurários.” (p. 7) “Não há sorte no jogo da Bolsa, por mais feliz que seja, que possa resistir às comissões exorbitantes dos agentes de câmbio… Às margens do Reno, há dois estabelecimentos de jogo (Homburg e Wiesbaden) onde se joga o trinta e quarenta, adiantando uma pequena … comissão de 62 1/2 cêntimos por 100 francos. É … a trigésima segunda parte da comissão dos agentes de câmbio e da taxa dos reportes reunidas. No trinta e quarenta aposta-se no vermelho ou no negro, como na Bolsa se aposta na alta ou na baixa, com a diferença de que, no jogo, as duas opções são sempre perfeitamente iguais e que não é possível qualquer espécie de fraude, os fracos não ficando de maneira alguma à mercê dos poderosos.” (p. 16).