arqui]vos de antropo[logia

[S 8, –]

[S 8, 1]

Fórmulas da emancipação em Ibsen: a exigência ideal; morrer de forma bela; residências para seres humanos [cf. I 4, 4]; responsabilidade própria (da Dama do Mar).


[S 8, 2]

O Jugendstil é o estilo estilizante por excelência.


[S 8, 3]

A idéia do eterno retorno em Zaratustra é, segundo sua verdadeira natureza, uma estilização da concepção do mundo que Blanqui apresenta ainda em seus traços infernais. É uma estilização da existência até os mínimos fragmentos de seu decurso temporal. Não obstante, o estilo de Zaratustra é desmentido pela doutrina exposta nesta obra.


[S 8, 4]

Os três “temas” nos quais se manifesta o Jugendstil: o tema hierático, o tema da perversão, o tema da emancipação. Todos eles têm seu lugar nas Fleurs du Mal; a cada um deles pode-se atribuir um poema representativo do livro. Para o primeiro, “Bénédiction”, para o segundo, “Delphine et Hippolyte”, para o terceiro, “Les litanies de Satan”.


[S 8, 5]

Zaratustra apropriou-se em primeiro lugar dos elementos tectônicos do Jugendstil, em contraste com seus temas orgânicos. Particularmente as pausas, que são características de seu ritmo, são um contraponto exato ao fenômeno tectônico básico desse estilo, que é a predominância da forma vazia sobre a forma cheia.


[S 8, 6]

Certos temas do Jugendstil originaram-se de formas técnicas. Assim, perfis de suportes de ferro aparecem como remas ornamentais em fachadas. (Cf. um ensaio [de Martin?] no Frankfurter Zeitung, por volta de 1926-1929.)


[S 8, 7]

“Bénédiction”:

E eu torcerei tanto esta árvore miserável,
Que ela não poderá germinar seus botões empesteados!

0 tema vegetal do Jugendstil e seus desdobramentos aparecem aqui, e certamente não no lugar mais evidente.


[S 8, 8]

O Jugendstil força o aurático. Nunca o sol sentiu-se melhor em sua auréola radiante; nunca o olho humano foi mais brilhante do que em Fidus. Maeterlinck leva o desenvolvimento do aurático até o absurdo. O silêncio dos personagens dramáticos é uma de suas formas de expressão. A “Perte d’auréole”, de Baudelaire, opõe-se a este tema do Jugendstil da maneira mais categórica.

nota[s] do[s] editor[es]
[w.b.] Baudelaire, OC I, p. 352. (Le Spleen de Paris)