arqui]vos de antropo[logia

[fr 49]

MORTE

O indivíduo morre, ou seja, ocorre uma dispersão; o indivíduo é uma unidade indivisível, porém inacabada; a morte é, no campo da individualidade, apenas um movimento (movimento ondulatório). A vida histórica perece sempre em algum lugar; mas é imortal no todo. O conjunto aparente não depende do indivíduo (coeso). Com efeito, esta é a intenção verdadeira da reencarnação<.>

A persona será petrificada<.> Velhice.

Lealdade conserva apenas a persona<.>

A pessoa estará livre<.>

O corpo vivo perece, rompido como manômetro, que é explodido no instante de maior tensão e, com o despedaçamento da ligação, torna-se caduco, supérfluo.

nota do editor
O estilo da escrita é fugidio. A proximidade com o motivo da morte no fr 47 sugere uma data próxima à 1920. Semelhantes definições na determinação dos conceitos de indivíduo, persona, pessoa, corpo vivo a partir do esboço do fr 44 não excluem uma datação anterior.

Fonte: Primeiro bloco de notas, Ms 696 – folha [22].
Período: aproximadamente 1920, talvez antes

nota do tradutor
Para as traduções ‘indivíduo’ [Individuum], ‘persona’ [Person] e ‘pessoa’ [Mensch], ver nota fr 44. Para ‘corpo vivo’ [Leib], nota fr 56.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>