arqui]vos de antropo[logia

[fr 59]

EXPERIÊNCIA

O tipo do homem que realiza experiências é o exato oposto do tipo do jogador.

Experiência são semelhanças vividas.

Não existe maior equívoco do que pretender construir a experiência no sentido de experiência de vida a partir do esquema daqueles que se baseiam as ciências naturais exatas. Não são as conexões causais observadas no correr do tempo, mas as semelhanças vividas que são aqui deteminantes.

A maioria das pessoas não pretende fazer nenhuma experiência. Suas convicções, além disso, as impede de fazê-lo.

A identidade de experiência e observação deve ser provada. V. o conceito de “observação romântica” em minha tese. – Observação com base na imersão.

nota do editor
Devido ao teor empírico-antropológico o fr foi reproduzido aqui e não junto aos fragmentos “Para a crítica do conhecimento”, aos quais ele está certamente relacionado (v. aproximadamente fr 19 e obs. 657). Ele pertence ao círculo de pensamento da Doutrina das semelhanças de 1933 e pode, como sugere o estilo da escrita, ter sido escrito 1 ou 2 anos antes.

Fonte: Ms 777 – folha de cerca de 11,5 x 8 cm, […]
Período: aproximadamente 1931-1932

VARIANTE […]

DOCUMENTOS […]

nota do tradutor
Interessante comparar este apontamento com o apontamento [D 3, 4] do Trabalho das Passagens, arquivo “O Tédio, Eterno Retorno”, onde Benjamin compara ao jogador outros dois tipos, desta feita pelo modo de se relacionarem com o tempo: o flâneur e “aquele que espera”.

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