arqui]vos de antropo[logia

[O 9, 1]

“No começo do reinado de Luís Filipe, a opinião pública se pronunciou também [tal como hoje em dia, no que diz respeito à Bolsa] … contra os jogos de azar… A Câmara dos Deputados … votou pela sua supressão, embora o Estado tirasse deles rendimentos anuais de vinte milhões… No momento atual, em Paris, o jogo da Bolsa não proporciona ao governo sequer vinte milhões por ano; mas, em contrapartida, rende pelo menos cem milhões aos agentes de câmbio, aos corretores da coulisse e aos agiotas … que fazem reportes … elevando às vezes a taxa de juros acima de 20%. — Esses cem milhões são tomados de quatro a cinco mil jogadores pouco esclarecidos que, na tentativa de se explorarem mutuamente sem se conhecerem, se deixam despojar completamente.” (Pelos agentes de câmbio). M. J. Ducos (de Gondrin), Comment on se Ruine à la Bourse, Paris, 1858, pp. V- VI.

nota[s] do[s] editor[es]
[E/M] É preciso distinguir entre os agentes oficiais de cámbio (agents de change) e os corretores não autorizados (courtiers). Enquanto aqueles trabalham na Bolsa, estes fazem seus negócios no espaço em volta dela, na chamada coulisse. Cf. William Parker, The Paris Bourse and French Finance, Nova York, Columbia University Press, p. 26. Ver também A 2, 11, A 7a, 5 e g 3, 2.

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