arqui]vos de antropo[logia

[p 2, 4]

Quanta mesquinharia se afirmou mais uma vez, no fim do século, na apresentação de temas fisiológicos! Um exemplo característico é a descrição da impotência, extraída do livro de Maillard sobre a história da emancipação feminina, que fornece, em seu tom geral, um testemunho drástico da reação da burguesia consolidada frente ao materialismo antropológico. A propósito da apresentação da doutrina de Claire Démar, lê-se o seguinte: “Ela … falará das decepções que podem resultar do sacrifício imenso e incomum a que se arrisca mais de um jovem, sob o sol ardente da Itália, para ter a chance de tornar-se um cantor célebre.” Firmin Maillard, La Légende de la Femme Émancipée, Paris, p. 98.

nota[s] do[s] editor[es]
[J.L.; w.b.] Sobre o “heroísmo” de Claire Demar, ver U 14, 5 e W. Benjamin, “Das Paris des Second Empire bei Baudelaire”, GS I, 594-595 — “Paris do Segundo Império”, OE III, pp. 88-90.

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