arqui]vos de antropo[logia

[S 1, 3]

A alternância da moda, o eternamente atual [das Ewig-Heutige], escapa à reflexão “histórica”; ele só é verdadeiramente superado pela reflexão política (teológica). A política reconhece em cada constelação atual o genuinamente único, o que jamais retorna. Para uma reflexão sujeita à moda e que procede da má atualidade, é típica a seguinte informação, contida em La Trahison des Clercs, de Benda. Um alemão descreve sua surpresa quando, duas semanas após a tomada da Bastilha, sentado à mesa de hóspedes em Paris, não ouviu ninguém falar sobre política. É a mesma situação descrita por Anatole France que põe as seguintes palavras na boca do velho Pilatos, que conversa em Roma sobre os tempos de seu governo e evoca a revolta do rei dos judeus: “Como era mesmo o nome dele?”

nota[s] do[s] editor[es]
[J.L.] Julien Benda, La Trahison des Clercs, Paris, Pauvert, 1927, p. 172. Trata-se, na verdade, do inglês Arthur Young, no dia 13 de agosto de 1789.
[J.L.] Provavelmente uma alusão a A. France, “Le Procurateur de Judée”, in: L’Étui de Nacre, Paris, Calmann-Lévy, 1923, pp. 27-28.

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